"Indo ela a buscá-la, ele a chamou e disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão."
1Reis 17:11
Esperança.
Aquela
viúva nem se lembrava mais da
existência desta
palavra.
Desgraça era mais adequada à sua
existência.
Seu
marido morrera.
E
hoje seria a sua vez. E a de seu
filho também.
A
terra estava seca.
Não
chovia há anos em Israel.
Sua
horta estava morta.
E sua
despensa, vazia.
Restava-lhe apenas um mísero bocado de
farinha e um gole de
azeite.
Ela e o filho
jantariam e...
.
Ponto
final.
Morreriam de
fome dentro de alguns
dias.
Uma morte
lenta e
dolorosa.
Por isso,
calmamente (do que valeria a pressa num momento como aquele?), ela foi até a entrada da cidade para pegar
lenha e assar a
última refeição de sua
vida.
-
Olá.
Um
homem havia parado ao seu
lado.
-
Olá. -
Respondeu a viúva.
O
desconhecido sorriu e, gentilmente,
perguntou:
-
A senhora poderia me dar um pouco de água?
A mulher sorriu
amargamente.
"Ah, se você soubesse...", pensou.
Resolveu, porém,
atender ao pedido do homem.
Água não era o
principal de seus problemas, afinal.
-
Sim. Espere um instante, que eu vou até a minha casa buscar água para o senhor.
A
viúva mal havia dado três
passos quando a voz do
homem soou atrás de si:
-
Traga-me também um pouco de pão.
Desta vez a mulher faz
questão de assumir uma expressão
zangada.
Que homem
abusado aquele!
Seria
possível que ele não
soubesse que todos em Israel estavam morrendo de
fome?
Será que ele não tinha
vergonha de sair por aí pedindo
comida?
Ainda mais a uma
pobre mulher sem marido!
E, para
piorar, desta vez o homem não havia pedido um
favor.
Ele parecia estar realmente
exigindo o pão!
-
Olha, o senhor vai me desculpar, mas eu não tenho comida. - Respondeu a
viúva, tentando ao máximo conter sua
irritação. -
Na verdade, esta lenha que estou pegando é para minha última refeição. Tudo que me resta é um pouquinho de farinha e azeite e depois disso meu filho e eu morreremos.
"Entendeu, seu abusado?", ela gostaria de ter
complementado, mas guardou o
pensamento para si.
O
homem, porém, não parecia ter se
abalado.
-
Não temas. - Ele
disse com expressão
firme.
A mulher sentiu o
coração se contrair. O homem havia colocado o dedo na
ferida, como costumam dizer.
Medo.
Era
justamente isso o que ela mais
sentia, embora tentasse
maquiá-lo com
Coragem.
Medo da própria morte.
Medo da morte do filho.
Medo do dia seguinte.
Ela estava a ponto de
explodir e...
-
Pegue a farinha que lhe resta e prepare um pão para mim. -
Continuou o homem. -
E depois, faça um pão para você e seu filho.
-
Mas... - A mulher pensou em
protestar, dizer que era
impossível, mas o homem não lhe deu
chance.
-
E assim diz o Senhor: O fermento e o azeite da sua casa não acabarão até que volte a chover em Israel!
A
viúva tentou
digerir aquelas
palavras.
Eram
absurdas, ela sabia.
Não tinham
base, coerência,
lógica...
Mas eram repletas de
Fé.
Aquele homem poderia ser um
lunático...
Mas também poderia ser um
Profeta.
Ela preferiu
crer na segunda opção.
Foi para
casa, preparou seu
último (?) pão e deu-o ao
desconhecido.
E
Deus, o Senhor das Viúvas, assistiu à
cena.
Aquela farinha
jamais acabou.
Houve pão
todos os dias.
Seu filho
engordou.
E aquela mulher aprendeu uma
Lição:
Quando damos a Deus tudo o que temos, Ele nos dá infinitamente mais do que imaginamos.
***
Esta Lição serve para você.
Deus ainda concede Esperança aos que haviam-na perdido.
Deus ainda multiplica aquilo que parecia acabado.
Deus ainda coloca vírgulas em pontos finais.
Dê a Ele o seu "pão".
Não dê a Deus do que lhe sobra, mas do que lhe falta.
Ouse crer.
Deus ainda reescreve histórias.
Não temas.
Você ainda pode voltar a sorrir...